Água Clara - MS, quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Água-clarense de coração: Casal cearense escolheu Água Clara para trabalhar e construir o seu futuro



Ele é motorista de caminhão e ela trabalha de balconista. O casal viajou 2.557,8 km até Água Clara, onde residem há quase um ano e pretendem ficar até realizar seus sonhos. Estamos falando de Erisnaldo Bezerra da Silva, 28 anos, e Maria Natália Da silva, 26 anos, oriundos da cidade de Brejo Santo (CE), que fica a 45 Km de Juazeiro do Norte, a cidade do Padre Cícero. 

No Ceará, apenas Erisnaldo trabalhava. Aqui, Natália é funcionária do Supermercado Paniago, enquanto que o marido é motorista de caminhão na empresa Foco, em Ribas do Rio Pardo. Casados há quatro anos, eles são pais do Nycolas, de três anos de idade. Incentivados pelos primos, a oportunidade de se mudarem para Água Clara veio através do convite de uma tia, que reside na cidade há 40 anos.

“A gente veio atrás de emprego e pra realizar sonhos que lá não conseguíamos”, conta Natália. Entre outras aspirações, está a aquisição de um automóvel e a construção da casa própria.

Além do filho, juntamente como o casal vieram a irmã e a cunhada de Natália, que não se adaptaram à cidade e retornaram ao nordeste. Já a nossa entrevistada, de cara, gostou da cidade e já está bastante adaptada, apesar da saudade que sente dos pais, que já foram convidados para também virem para cá, mas não deixam a terra em que nasceram de jeito nenhum. Ela garante que já se sente uma água-clarense de coração. O filho, segundo relata, às vezes clama pela casa da vovó, a quem é muito apegada, e vice-versa.

Embora o casal não tenha enfrentado nenhum tipo de dificuldade de adaptação, Natália reconhece que a questão do emprego (que lá é bastante escasso) e a cultura são bem diferentes de sua região, além “do modo de falar”. Com poucos minutos de conversa, seu sotaque denuncia que não é dessas bandas.

Ainda em relação às diferenças entre as duas terras, destaca as comidas tradicionais do nordeste como a Buchada de Bode, o Mungunzá, a Fava, a Panelada e o Cuscuz, que considera o mais tradicional. O casal fez algumas amizades na cidade, mas não são de sair. Quando estão de folga, preferem ficar em casa.

Quando aqui chegaram, foram morar na casa da tia e não tinham nem cama para dormir. Além de cama de casal e também para o filho, ganharam fogão, botijão de gás e colchão, entre outros móveis. Natália começou a trabalhar primeiro (na Panificadora Pão do Dia) e alugou uma casa de suas peças, para onde se mudaram. Com o seu salário, pagava aluguel, água e luz. Depois o marido conseguiu emprego e as coisas começaram a melhorar.

“Graças a Deus, e a essa cidade maravilhosa que tem muita oportunidade de emprego, ele [o marido] entrou nessa empresa foco, que tem plano de saúde, vale alimentação, vamos juntar para termina nossa casa”, descreve.

Agora, com os dois trabalhando, já conseguem guardar um pouquinho de dinheiro. Não muito, porque às vezes tem que mandar para a família. Uma irmã de Natália tem uma cirurgia para fazer, que custa seis mil reais, e ela não dispõe dos recursos necessário.

Apesar de gostarem muito de Água Clara, o casal não almeja viver os restos dos seus dias aqui. A casa que pretendem construir e em um terreno localizado em Brejo Santo, para onde pretendem ir. Ela só não sabe quando. Enquanto esse dia não chega, vão desfrutar ao máximo os benefícios que a cidade oferece.

João Maria Vicente

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